A Insignificância
Não me assusto com a imensidão do universo. Nem com o fato de sermos tão pequenos perante a uma infinidade de universos e multiversos existentes. Não me assusto nem ao menos com a possiblidade de haver vida em outros planetas. Isso não me faz insignificante. Me faz, entretanto, sentir-me viva. Saber que, por pior que sejam meus problemas, eles são (assim como eu) pequenos e irrisórios perante a imensidão da nossa existência. A terra continua girando e geoide. O nosso sistema continuará sendo o solar. A nossa galáxia continuará sendo a via láctea. E assim sucessivamente. A vida irá continuar, e eu também. O que realmente me faz sentir insignificante é, contraditoriamente, a humanidade. O fato de ver tanta injustiça e não conseguir muda-la. De saber que o que realmente move a vida é o capital. De saber que a nossa vida vale menos do que o nosso lucro, assim como a vida das outras pessoas. Somos egoístas. Isso é o pressuposto de sermos seres humanos. Consideramo-nos como a espécie m...